Qual sua cidade preferida?
Até pouco tempo, eu acreditava que Curitiba era a minha cidade. O meu lugar. O meu quarto, meu santuário, meu cobertor de estrelas. Mas eu traí a cidade no agosto último. Conheci Campinas e a adoração pela capital paranaense foi por água abaixo. Agora, o interior paulista é que chama o meu coração.
Foi assim: Dan viajou para Campinas a trabalho. Mas a saudade bateu antes do tempo – a danada da saudade é feita de espontaneidade mesmo – e aproveitei o meu aniversário para visitá-lo. Aconteceu que matei a saudade do Dan, mas ganhei uma nova saudade. A da cidade. Agora, ela é a Cidade da Saudade. Tudo bem que o ar seco demais para o meu nariz joinvilense, acostumado a altas porcentagens de umidade, machucou minhas narinas. Mas quê amor que não machuca?
Campinas é a cidade do sol, das bicicletas, das pessoas, da intelectualidade, do café, do côco, do Daniel, do boxe chinês, da saudade, dos pitbulls, das calçadas e da Tok Stoks. Faz três meses que não piso em Campinas. Estou para ir para lá no começo de dezembro. Eita ansiedade da porra.