A preguiça que abraça o cérebro

Acho engraçado quando simplesmente esqueço uma palavra. Preciso usá-la para expressar o que estou pensando, mas ela parece ter escondido-se debaixo do sofá da minha mente. É como se, de repente, eu tivesse ficado sem mãos, para fazer a mímica que sublinha o que estou falando. Esquecer uma palavra é ser amordaçado pela própria amnésia, uma rasteira da velhice próxima, a preguiça que abraça o cérebro, uma flor que desabrocha e esconde a joaninha. Esquecer uma palavra é a mudez da vírgula.

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Arquivado em Repórter distraída

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