As lajotas eram floridas

Um dia acordei e senti que faltava algo. Olhei-me no espelho e parecia normal. No primeiro gole de café, entendi: faltava um cômodo dentro de mim. A minha varanda interna. A minha casa não tem uma varanda, por isso inventei uma e adotei. E foi no tapa da cafeína que conclui que minha varanda cheia de olhos de boneca não estava mais lá. É como se tivesse perdido algo quente, como a pulsação do pescoço. A ausência de sentir saudades.

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Arquivado em Repórter distraída

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