Dueto

Meu pai adora cantar. Cresci ouvindo música junto com ele. Desde pequena, acompanhava papai ouvindo rock and roll e música clássica – uma contradição que descobri mais tarde ser a parte doce da sua personalidade. Depois de ouvir as músicas, ele continuava cantando aquelas letras, aquelas melodias e estalava os dedos no ritmo. Minutos depois ele não lembrava mais das letras: e aí é que ficava legal.

Meu pai inventava letras para que a coisa não ficasse vaga. Lembro de algumas vezes em que ele cantarolava seus pensamentos no ritmo de “Shine you crazy Diamond”, do Pink Floyd. Certa vez, narrou o processo de fazer a barba ao balanço de “Black and White”, do Michael Jackson. Ele me ensinava a fazer minha barba feita de espuma.

Mas o momento que mais me marcou foi ele me pedindo desculpas no ritmo de Bolero de Ravel. Esta canção não tem letra, é uma harmonia orquestrada maravilhosamente. Seguindo o ritmo daquelas flautas e violinos, ele cantou:

Filha, minha filha, desculpe o papai! O papai errou, o papai é bobo, sou apenas um homem com um coração gigante que te ama muito! Filha, filha, saia do quarto e venha ver a cara de cachorro arrependido do papai, venha rir seu riso gostoso no meu ombro!

Foi impossível não sair do quarto e abraçá-lo. E entrei na brincadeira. Cantei uma resposta, seguindo as notas do bolero:

Pai, meu papai, seu ursão bobo! Nunca mais fale coisas sem pensar!

Nosso abraço foi tão gostoso, que nossos corações pareciam batucar a percussão da canção, juntinhos.

No final da minha adolescência, papai certa vez ficou furioso comigo. Eu não tenho coragem de escrever o motivo aqui. Mas enfim, precisava pedir desculpas. Bati na porta do seu quarto e inventei, espontaneamente, uma paródia do hino nacional. Isso mesmo, aquele do “Ouviram do Ipiranga, às margens plácidas”… Toda essa letra rocambolesca foi trocada por uma narrativa triste de arrependimento. Ganhou o tom e a cor de um pedido de perdão. O hino nacional ficou azul claro, cheio de flores tristes.

E ele me perdoou, a propósito.

Hoje em dia, adoro observar meu pai cantando. Principalmente quando ele mira o horizonte do mundo e canta as palavras que voam de seu coração até sua boca. Ele fica com duas profundas rugas desenhadas na vertical, entre suas sobrancelhas. Os olhos verde-claros parecem ver aquilo que só quem canta, vê. Esses dias, fui obrigada a interromper:

- Pai, qual foi a letra de música mais legal que o pai já inventou?

- Tu e teus irmãos!

Fui para o banheiro e chorei um Legião Urbana.

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O ciclo da dor e da vida

(Crônica para a revista Duo de abril)

De frente para o espelho, minha mãe pendurava brincos dourados nas orelhas. Havia acordado sorridente. Era seu aniversário de 50 anos. Os olhos escuros brincavam com a franja castanha, curtinha. O telefone tocou. A má notícia era que o pai dela havia perdido a curta batalha contra o câncer no cérebro.

Mamãe desligou o telefone devagar, sem susto. Enquanto escovava os cabelos, percebi que seu pranto começou pelas sobrancelhas. Sua respiração ficou pesada. A escova caiu de sua mão trêmula. Era hora de embrulhar minha mãe em um abraço.

Tudo o que a gente faz pela primeira vez é especial, porque se assemelha com um papel em branco – ali, podemos desenhar qualquer coisa. A liberdade é a infância de um aprendizado. Mas o desenho ficará gravado e indelével, sem chance de recomeçar do zero.

Enquanto sentia as lágrimas quentes de minha mãe descendo pelo meu ombro, me orgulhei – estranhamente – por ser a primeira pessoa a oferecer consolo a ela. E percebi que era a primeira vez que via minha mãe tão vulnerável.

Lembrei de uma vez, na adolescência, quando mamãe leu o meu diário e descobriu que eu havia me relacionado com um rapaz mais velho. Ela lera meu caderno em segredo – mas este ato ficou bem claro na sua feição assim que a vi. Os olhos estavam raivosos e a boca parecia guardar um grito. Comecei a chorar na hora e pedi perdão. Ela me abraçou e minhas lágrimas correram pelos seus braços. Havia me perdoado.

Esse abraço silencioso de mamãe me fez uma pessoa melhor. Era uma chance, uma borracha para apagar o traço do desenho que saiu errado, um relicário.

Enquanto embalava minha mãe na sua dor – na dor que moraria para sempre em sua caixinha de brincos – entendi que a maternidade é mais do que o amor que vem de cima para baixo, junto com a chuva e o sol. A maternidade é o chão que aceita nossos joelhos dobrados em prece, nossos passos de dança e o nosso abraço de igual para igual.

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Lançamento Pacote Cultural

Amigos, lançarei meus dois livros na Feira do Livro de Joinville no dia 9/4, às 20 horas!

Se estiver pela cidade, não deixe de conferir!

 

livros1402

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A Carta de Luiza

Eu havia acabado de fazer um bate papo com uma turma difícil – havia sido complicado manter os estudantes adolescentes do terceirão interessados. Precisei de muita interpretação e emoção para manter aqueles olhinhos acesos, me olhando sem piscar. A turma não riu nenhuma vez, então, eu estava me sentindo meio fracassada e insegura. Não sabia se tinha conseguido passar minha mensagem para algum daqueles jovens.

O sinal bateu para o intervalo e os estudantes saíram aos poucos da sala. Eu estava arrumando minha bolsa, distraída e meio chateada, quando a garota se aproximou.

- Eu queria que você lesse isso quando chegasse na sua casa – me disse, entregando um bilhete dobrado várias vezes

- Ah, tá bom. É algo que eu preciso responder?

Ela pareceu insegura.

- Sim, se possível gostaria de ter um retorno.

Reparei mais um pouco nela – cabelos castanhos, lisos. Olhos escuros e grandes. Pele clarinha, lábios finos.

- Tudo bem. Qual seu nome? – Perguntei, por fim.

- Luiza – respondeu, antes de se misturar ao restante dos estudantes que saiam da sala.

Examinei o bilhete dobrado em minhas mãos e o guardei na bolsa. Ele parecia aqueles bilhetes que eu trocava com minha melhor amiga na escola, quando era pré-adolescente. A gente tinha tanto assunto, que os “bilhetinhos” ficavam enormes, quase um jornal do nosso dia a dia.

Ao chegar em casa, almocei e resolvi abrir o bilhete. Com uma caligrafia cuidadosa e redondinha, feita por bic azul, Luiza me contou um segredo. Contou que se sentia suja, quebrada e triste… porque havia sido abusada.

Ao ler essa tragédia, narrada por sua letrinha linda de princesa, fiquei boquiaberta. Foi um daqueles momentos em que tive a sensação de que meu coração parou de bater. Com a boca aberta em espanto e sem respirar, relia o que tinha acabado de ler. Tentava achar mais informações naquele bilhete; virava e revirava o papel de caderno, cheio de pedacinhos soltos por ter sido arrancado de sua espiral. Minhas lágrimas derreteram algumas palavras da carta. Meu desespero apenas piorou a necessidade em analisar os detalhes de sua narrativa e caligrafia.

Sem conseguir falar, mostrei a carta ao meu marido – era a pessoa mais próxima de mim naquele momento. Ele se espantou também e me fez perguntas que eu não sabia responder. Fiquei com raiva, pedi para ele ficar quieto e acabamos brigando.

Naquela tarde, conversei com alguns amigos professores sobre a situação de Luiza. Como proceder? O que me deixava ainda mais desesperada era o fato de a garota não ter mencionado se isso era recente; se ainda acontecia e se os pais dela já sabiam. O dia passou rápido – como sempre acontece quando algum assunto nos domina e nos torna surdos para o resto do mundo – e eu me vi com insônia, ao deitar a cabeça no travesseiro.

A pedofilia é algo que não faz parte da minha história. A primeira vez que eu ouvi esse termo eu tinha a mesma idade de Luiza – perto dos 16 anos. Quando fiquei sabendo que existiam adultos que estupravam menores, eu fiquei horrorizada. Foi um machucado para a minha noção de coletividade com o ser humano. Pessoas iguais a mim cometiam atrocidades com crianças… Demorei anos para conseguir aceitar que isso acontecia – mas ainda hoje sinto uma martelada no peito, quando lembro que uma em cada cinco adolescentes já sofreu abuso.

Nesta noite não dormi. Fiquei pensando nos motivos de Luiza ter me contado isso. Ela havia hesitado quando perguntei se era para responder – mas ela disse que gostaria, sim, de ter um retorno…

No dia seguinte, resolvi escrever uma carta para Luiza. Fazer um bilhete parecido com o que ela me mandou. Arranquei uma folha do meu caderno e escrevi:

Luiza:

Me chocou muito o seu relato. Isso é recente? Quem foi esse monstro? Isso ainda acontece? Seus pais sabem?

Isso o que aconteceu com você foi um crime, e você precisa fazer terapia! Saiba que esse monstro precisa pagar pelo que fez. Você não é suja e muito menos deve se sentir culpada! Você é linda, uma princesa, e tenho certeza que seu futuro será brilhante. Continue estudando!

Conte comigo sempre!

Voltei à escola em que Luiza estudava e pedi para a recepção chamá-la. Meu coração levou um choque quando a secretária me disse que ela não havia ido à aula. Deixei o bilhete com uma professora amiga. Mas Luiza ficou sem ir à escola a semana inteira. Eu ia dormir me remoendo de dúvidas e agonia. Pensando no desespero que é sofrer isso que Luiza sofreu.

Uma vez, vi uma cena de estupro em um filme e vomitei. Passei mal o mês inteiro. Ainda hoje sinto tontura quando lembro. Agora imagine viver uma selvageria dessas na fase mais ingênua da vida. Passo mal ao escrever agora.

Nunca mais fiquei sabendo de Luiza. Ela não tem facebook e não tenho amigos em comum com ela. De vez em quando, a imagem desse bilhete com letra linda e conteúdo horrível aparece nos meus sonhos. Ou então, parece que vejo essa menina de cabelos e olhos castanhos vestida de camisola e com um ursinho de pelúcia, andando por um gramado bem verdinho. Acordo estragada e sinto raiva.

Raiva por não ter ajudado mais, raiva dessa sociedade porca e negligente que é a minha.

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A História de Gabriel

Os alunos entraram um a um na pequena biblioteca. Olhavam curiosos para mim. Eu estava de pé, próximo às mesas e cadeiras. Estava sorridente. Sentia as pernas tremerem um pouquinho. Os estudantes sentaram-se nas cadeiras colocadas em fileiras horizontais.  Aos poucos, o burburinho foi baixando de volume.

Olhavam-me de cima a baixo. Pensei comigo mesma: “como causar uma boa impressão para pré-adolescentes?” Não encontrei uma resposta que me acalmasse, então resolvi me apresentar.

- Boa tarde… – falei, insegura. – Eu…

- Boa tarde – falaram juntos, esticando a última sílaba e caindo na risada. Eu também ri; havia adorado esta interrupção simpática. Não fazia ideia que esta seria apenas a primeira de tantas visitas em escolas que eu faria depois.

Senti que a confiança deixou minha voz mais firme, depois de rir. Enquanto falava, comecei a reparar no rostinho daqueles meninos e meninas. Todos eles pareciam felizes; tive a impressão de que todos foram criados em lares confortáveis. Cada um com seu quarto pintado com sua cor preferida, sua prateleira recheada de brinquedos e uma gavetinha no criado-mudo para seus segredos.

Ingenuidade minha garantir que todos os estudantes de escola pública vivem assim. Entendi, nas visitas seguintes, que um rostinho feliz pode ser apenas a fachada para uma infância queimada.

Reparei que, enquanto eu falava, um menino sentado em um cantinho me olhava com muita atenção. Ele tinha cabelos escuros, olhos castanhos e pele bem branquinha, pontilhada por sardinhas cor de mel. Ele era um pouco menor do que o restante dos alunos.

Depois de contar um pouco sobre a minha adolescência e o começo da fase adulta, o sinal para o intervalo tocou. Me despedi dos estudantes, que foram pulando serelepes para a hora do recreio. Arrumei minha bolsa e estava prestes e sair também, quando me dei conta que um estudante me esperava na porta. Era o menino das sardinhas.

- Tenho uma dúvida… – disse ele, com um sorriso branquinho e covinhas adoráveis nas bochechas.

- Pode falar! – Falei, prestativa.

- Você comentou que tirava notas baixas na escola. Como se sentia? – questionou, arrumando a franja curta com graça.

- Eu me sentia muito triste e frustrada! Meu coração doía, porque eu desapontava a todos. Mas eu contei muito com a ajuda dos meus pais!

Ao ouvir isso, o sorriso do menino murchou. Me preocupei.

- Qual é o seu nome?

- Gabriel – respondeu, sério.

- Você está tirando notas baixas?

- Sim – disse, cabisbaixo. O sorriso reapareceu, com a cor da culpa.

- E os seus pais te apoiam ou brigam com você?

- Não tenho contato com meus pais.

Senti mal estar. Uma fisgadinha no pescoço, algo que eu sentiria muitas vezes depois, com outras histórias tristes que eu ouviria.

- Como assim? – questionei. Me dei conta que meu sorriso já havia ido embora faz tempo, e que o sorriso dele era apenas um reflexo do meu.

- Meu pai é drogado e minha mãe… bem, ela fez coisas erradas também. Ela arranjou um namorado que me ameaçava com uma arma. Um juiz proibiu meus pais de terem contato comigo. Quando eu era pequeno, no colo da minha mãe, tive que encarar o juiz e prometer para ele que eu não viveria mais com meus pais. Hoje moro com minha avó.

Com a boca aberta em susto, as palavras me faltavam.

- E sei lá, eu sinto uma coisa ruim dentro de mim – disse Gabriel. – Uma tristeza grande, sabe?

- Sei, sei – foi o que respondi. Senti meus olhos se arregalando, tentando absorver cada detalhe de Gabriel. Sua franjinha curta, o uniforme limpinho, as unhas roídas. Usava chuteiras.

- Por isso eu queria saber o que você fez para superar as notas baixas – falou, olhando para baixo.

Fechei os olhos por um momento e, quando os reabri, Gabriel me olhava e sorria, divertido.

- Querido, você precisa fazer terapia! Você está tirando notas baixas por causa dessas preocupações. Você não deveria estar passando por isso – falei, sem ter certeza de que isso seria o adequado. – Tu precisa da ajuda de uma psicóloga! Você sabe o que é uma psicóloga?

- Não, mas já me falaram antes que eu preciso disso.

Peguei o número do telefone da casa de Gabriel e fui embora da escola completamente transtornada. Dirigia tremendo. Telefonei para uma amiga, ao estacionar.

- Preciso que alguém arranje terapia de graça pra um estudante!

- Capaz, Vanessa. Como assim?

- Tem um menino que precisa! Urgente!

- Ihh, Vanessa. Já foi se envolver com história triste de criança…

- Com certeza me envolvi. E tem como não se envolver?

Desliguei o telefone, revoltada. Como eu não me envolveria? Será que outra pessoa, no meu lugar, ouviria a história de Gabriel e diria: “desculpe, não vou me envolver”?

Se como jornalista eu já me envolvia com a história dos entrevistados, imagine se ia deixar de me envolver logo agora, com a narrativa dessas crianças… A ética, nessas horas, não vale nada. Deixo a ética do conforto guardadinha na última gaveta do meu criado-mudo.

Já nessa primeira experiência de bate papo com estudantes, percebi que ao entrar em uma escola eu já estou me envolvendo. É impossível entrar na realidade das outras pessoas, querer passar uma mensagem e não me envolver com seus sorrisos e tristezas. Me envolvo nessas historinhas como se fossem cobertores de lã confortáveis, algo que preciso para aquecer alguma coisa dentro de mim.

No mesmo dia, fiz contatos e falei com a família de Gabriel. E eu não fazia ideia de que, dias depois, chegaria em minhas mãos uma cartinha com uma história ainda mais surpreendente.

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Um currículo que não vale a pena

Relendo meus diários da adolescência, repletos de histórias insólitas que demoro par acreditar que são minhas, constatei timidamente que tive muitos relacionamentos nessa fase. E não pense que estou exagerando: eu chegava a administrar ao mesmo tempo três namorados – eles que não me leiam agora… se você é me ex-namorado, peço gentilmente para abandonar a leitura.

Dou risada ao lembrar de uma vez em que um menino deixou uma marca vermelha no meu pescoço, e tive que mentir para os outros dois sobre a procedência dela. Inventei a história mais idiota do planeta: disse que havia levado uma pedrada. Eles acreditaram. Aconteceu bastante também de estar em uma festa com mais de um namoradinho: dava um jeito de ser onipresente para meus companheiros, sem que um fizesse ideia do outro.

Entrar em relacionamentos sempre foi muito fácil para mim. Enquanto amigos reclamavam que não encontravam pessoas legais, meu problema era tê-las em excesso. E tinha pena de viver apenas uma história inesquecível: meu lance era viver várias, paralelamente, até não dar mais conta. Meus diários estão repletos com nomes de meninos (que não reconheço mais) e, abaixo de cada nome, as qualidades e os defeitos de cada um. Fiquei com vontade de estraçalhar a página em que eu citava como defeito a berruga na perna de um deles.

Eu nunca fui uma pessoa muito exigente para selecionar namorados. Na verdade, eu sempre acreditei que algumas pessoas precisam trazer para a nossa vida as suas qualidades, seus defeitos, suas dores de cabeça e sua perspectiva de um céu estrelado. Toda e qualquer pessoa traz, debaixo do braço, a sua caixinha de giz de cera para colaborar com o grande painel que é a nossa vida. Todos somos muralistas – mesmo que um pouco desajeitados.

Eu deixei a poligamia de lado aos 24 anos – afirmo isso ruborizada –, quando conheci Danilo. Minha paixão por ele foi semelhante a levar o golpe de um raio na cabeça. Lembro que, dias depois de conhecê-lo, eu tentava entender o que estava acontecendo com o meu peito. Sozinha, de joelhos e com o coração em transe, segurava o peito para que não implodisse. Mas essa paixão não fez raízes. Não virou amor. A paixão é apenas a semente; não significa raízes e muito menos flores. Minha história com Danilo terminou parecida com seu começo: de joelhos, coração arrebentado e rabiscada por lágrimas, me arrastava para fora de um buraco negro.

Entrar em um relacionamento é como embarcar na montanha russa: a gente está empolgado com a expectativa da felicidade. Terminar relacionamentos é igual tentar desembarcar da montanha russa, depois de uma viagem absurda, impactante e cansativa. É preciso descer logo do brinquedo, antes que a trajetória recomece.

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Está chegando…

Está chegando...

Lançamento: 19/12, às 19h, no Ambrosia (Joinville/SC)

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06/12/2012 · 12:35