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Inscrições do Segundo Concurso Cultural encerradas

Fechamos a 2a edição do Concurso Cultural com 67 participações, e para lá de 200 textos. Hoje de tarde lerei todos e, às 18 horas, vou disponibilizar os três selecionados. Os três trabalhos (com o nome do autor) ficarão em votação durante uma semana. Ou seja, 6a feira que vem (27/1), dou o nome do ganhador de “Contos”, da Katherine Mansfield.

Aqueles que forem selecionados receberão um e-mail com o link da página da votação, até para mandarem para seus amigos votarem também.

Lembrando que, logo em seguida, dou largada para o terceiro Concurso Cultural! Ainda vou escolher o livro para premiar!

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Arquivado em Repórter distraída

Resultado do Concurso

“Cem Anos de Solidão” se muda para a casa de Pollyanna Niehues, de Joinville, que redigiu um belo texto para a pergunta “o que se passa na sua cabeça, nos momentos de distração?”

Está a seguir:

Percepção

Enquanto dedilhava as claras mechas de cabelo numa rara trança encravada na cabeça, se dava conta de como, na verdade, era o tempo seu verdadeiro senhor. Dono do girar da terra, da luz do sol, das rugas e dores, o tempo imperava imponente sobre aquele que costumava ser o seu único deus, o amor. Ali, entre o toque do corpo no próprio corpo, do encontro do que havia em si com a solidão, ela percebeu, atônita: é ao tempo que o amor pertence. Sem forças, prendeu as pontas das mechas, calçou os sapatos, trocou aquele deus de esperanças por um senhor impiedoso, cheio de regras severas – que joga com seu passado, presente e futuro -, e nunca mais foi a mesma.

Outros textos que achei maravilhosos estão a seguir. Obrigada a todos pela participação e pela inspiração que me proporcionaram. Em alguns dias, novo concurso na área. Dessa vez, “Contos”, da Katherine Mansfield, procura novo lar. Edição especial de capa dura. 🙂

***

Deixo correr as sombras de dentro para fora de casa. Deixo choco o café para amanhã. Decidi não sorvê-lo quente, como todos fazem; privo-me então, por companhia, do açúcar. E age o vento lá, a correr sem ter porque.

Sidney Marlon de Azevedo

Voo pelo universo em busca de outras vidas.
Nunca consegui, mas nunca desisti.

Ivani Rossi

Em uma distração de olhares, um arfar de cheiros entre as mãos, o olhar com o sentimento causou silêncio, duas palavras inundaram o corpo entregue. Perfumes de incertezas decoraram um sorriso, teatro de almas bailarinas, da sombra do encontro notas perdidas ao leo, pele alva e uma insensata candura a nascer. Em noite musical, poesia em notas cálidas, direção oposta em faces rubras, sensação descrita em lábios frescos, bastou um deslize, nova vida de paixão.

Bernardo G.B. Nogueira

Tem vezes que penso na infância ou em como seria bom poder me teleportar por aí e poder viajar para muitos lugares. Penso na França, penso em comida, nos meus sonhos bizarros, penso nos meus amores, naqueles que estão comigo e nos que me abandonaram…

Tatiane Carvalheiro

O sol, o mar, o vento, a lua, o céu, o frio, o amor, os filhos, o marido, os cheiros e o jeito de cada um deles… o trabalho (sim, ele também aparece nas distrações!), o dinheiro e o que fazer com ou sem ele… a família, a infância e seus sabores. Tudo isso passa em minha cabeça em momentos de distração, com um porém muito diferente daqueles que não são mães: aparecem em milésimos de segundos, porque na verdade, mãe não se distrai nunca!

Fernanda Ourique

Nos momentos de distração passam nuvens pela minha cabeça. Algumas delas tornam-se nuvens chuvosas de ideias, outras, apenas passam, como fazem as nuvens no céu, deixando suas imagens marcadas no nosso inconsciente.

Rômulo Mafra

Estava em um jogo de baralho com amigos enquanto alguém via fotos na internet em um computador próximo a nosso grupo.

Num momento de distração visualizei uma foto que era de uma parede nos EUA. Um palhaço cabisbaixo que cortara fora o próprio braço com alguns balões na mão os dois voaram (braço e balões).

Inicialmente achei uma coisa meio aterrorizante para se pintar e logo depois achei que quem o fez, o fez justamente para aterrorizar. Foi então que entrei num desses surtos nos quais eu me desligo da realidade e fico surfando sozinho minhas idéias. (Tipo Homer Simpson)

Pensei comigo que ao invés de apenas uma imagem de impacto, aquele palhaço era um profissional em fim de carreira, ele adorava o que fazia, mas seus gracejos não surtiam mais efeito e ele tinha que deixar sua carreira para trás e largar definitivamente os balões e levar a vida de outra forma e então decide cortar o próprio braço que ainda segurava os balões.

Para todos que olham a imagem que fica é do palhaço louco em fim de carreira, mas ele o palhaço sempre estará segurando os balões com uma das mãos.

Emocionei-me com a minha conclusão e com o fato de transformar uma simples imagem em um momento bonito e marcante para mim, mas pediram para me substituir na partida de baralho…rs.

Vagner Alfonso Beathalter

Quando estou distraída, diferentes situações vêm á tona. E é aí que começo a falar sozinha. E tenho as melhores respostas do mundo!

Maria Eugenia Lopes dos Santos

Quando fico distraída, meus pensamentos giram em torno de tudo o que poderia ter sido e não foi…. do que eu poderia ter falado, mas não disse…do que eu fiz e não deveria ter feito.

Tatiana Karin de Miranda

Às vezes penso: – Ai, meu Deus! Será que estou nú? Será que estou vivo? Será que estou louco? Mas logo volto: – É… preciso terminar esse texto.

Júlio César Guimarães

Todas as páginas em branco de um livro que está sendo escrito; com uns tantos altos e baixos, mas o que é uma estória sem grandes emoções? Nessa minha distração, nem Cem Anos de Solidão, seriam suficientes para entender o que o autor escreve. Mas, espero que haja um final feliz!

Helane Souza

O que dizer? Se me percebo distraída a distração se desfaz. Distração é um instante fulgaz em que faço morada fora de mim. Passa tudo de tudo e nada de nada. E é tão impalpável e indescritível que, se consigo traduzir, deixa de ser distração.

Sol Girassol

Eu reflito sobre tudo que está ao meu redor, observo as pessoas e o que elas fazem, digamos que seria uma análise crítica. Depois, tomo minhas conclusões como inspiração e escrevo em forma poema ou crônica.

Brunna Calixto

Me passa acreditar que todos os amores são possíveis, e que todos são ardentes e feitos de palavras.

Katia Mota

Que sempre quero estar em um lugar diferente do que estou.

Priscila Maximiano

Se passam mundos inteiros e todos os tipos de sociedades, ou talvez não se passa exatamente nada, eu me distraio demais para notá-los vagando em minha mente!

Thiago Jefferson dos Santos Galdino

Às vezes penso: – Ai, meu Deus! Será que estou nú? Será que estou vivo? Será que estou louco? Mas logo volto: – É… preciso terminar esse texto.

Júlio César Guimarães

O extremo é não pensar em nada. Ou sequer lembrar o que pensei… Muito menos o que fiz enquanto curtia este vazio legal. Sou capaz de sair do banho e depois me questionar se passei xampu nos cabelos. E depois descobrir que não, não passei… E voltar par debaixo do chuveiro.

Maria Cristina Dias

7 Comentários

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Inscrições Encerradas

O Primeiro Concurso Cultural do blog reuniu 95 participações. Teve gente do Brasil inteiro! Hoje, às 18 horas, divulgarei o nome do (a) feliz ganhador (a) do livro “Cem Anos de Solidão”, do Gabriel García Márquez. Vou publicar, também, o texto do ganhador (a). Publicarei também mais alguns textinhos selecionados que eu gostei muito!

Lembrando que, logo em seguida, dou largada para o Segundo Concurso Cultural, botando na roda o livro “Contos”, da Katherine Mansfield.

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